sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Oh Happy Day


Nossa quanta saudade de sentar ouvir minhas músicas e escrever. Ultimamente tenho sentido as palavras, emoções, desejos e vivências pedindo para sair, vejo elas em mim gritando para serem colocadas para fora, porém, eu simplesmente reprimo, não por vontade minha, empeço devido ao pouco tempo e alguns fatos não claros ainda, todos não permitem a saída delas. Nesses dois meses sem escrever eu olhava para o dia onde normalmente escreveria e não escrevia, pensava e esboçava algumas idéias, mas eu dormia, sabia quais eram meus motivos para escrever, porém não escrevia.

Agora, após um longo e percorrido dia, sinto-me avontade para escrever. Talvez por estar com meu corpo tão cansado, minhas pernas tão exaustas e meu ser tão limpo vejo com clareza as palavras novamente ordenadas e esperando para ser transmitidas e como em um regresso postas em meus pensamentos, ditas ou como um resgate saudosista, expressadas como em um espasmo mental. Então nesse momento pronto para escrever, preparado para transmitir e desejoso por me aliviar de meses sem fazê-lo, vou nesse exato momento permitir a quem lê ou simplesmente me permitir falar, escrever e externar toda a minha sentimentalidade.

Eu sabia da necessidade de grandes experiências de fortes sentimentos para pode escrever. Eu me perguntei inúmeras vezes por que demorava tanto para escrever, havia vivido grandes experiências, fortes sentimentos e mesmo assim me mantinha relutante em escrever, como podia não produzir e apenas guardar tudo a mim? A mim mesmo me perguntei isso e com o tempo fui notando o quanto eu estava perdendo o jeito, não jeito de escrever, mas esquecendo de como ser sensível e voltando a ser mecânico. Sabia da necessidade de ser sensível e permitir ser tocado em meu ser. Olhei para tudo e após muito pensar vi e vou comentar sobre o meu, falar sobre o desejo e a vontade e o de ser.

Enquanto me envolvia com as características do meu dia fui tornando como de forma desatenta ele em forma mecânica, quadrada e sem surpresas, até o momento de receber um convite. Fora convidado para uma viagem, convidado para escrever de forma visual sobre uma viagem. Eu fotografaria, aprisionaria tudo pelo simples poder da minha lente fotográfica. Quando senti o peso aproximado de 700 gramas, um corpo de plástico, aço, vidro e muita tecnologia em minha mão, ao notar o poder de permitir aos outros o olhar pelos meus olhos e de registrar de forma egoísta algo que somente era visto por mim, quando percebi isso fiquei em profunda alegria e prazer. Foram dois mil quilômetros percorridos, setecentas vezes apertada o mesmo botão, porém em cada segundo eu vi uma beleza, um ângulo e guardei a mim uma delicia de lembrar como é ser eu, ser a minha pessoa. Em todos os dias e momentos onde tive em meu controle tão objeto pude experimentar um sonho e um desejo e uma missão, alimentei meu eu visual externando de forma imagética toda a minha sentimentalidade.

Agora voltara a minha rotina e procurava não cair em meus mecanismos e tentava sempre manter vivo em minha as características de sempre ser eu. Certo de quem eu fui, era, sou e quero ser lutava para não perder esse foco. Então voltei a lutar pelos meus dias, lutar para não cair na mesmice e sempre demonstrar o apreço a todos os que merecem. Eu já muito alegre por conhecer pessoas maravilhosas Deus me mostrou com tremendo carinho mais algumas preciosidades que vou guardar para o resto da minha vida.

Agora como um louco desvairado canto “Oh Happy Days”, tremenda alegria enche o meu ser com tudo, pelas coisas incríveis vividas nesse ano, mediante a tantas pessoas maravilhosas, viagens indescritíveis e conversas sem rumo e nem prumo. Lembro de forma gostosa como Deus me permitiu conhecer uma pessoinha tão diferente, tão única, tão apropriada, ficávamos conversando sobre coisas “cabeça” até o dia onde ela me pediu ajuda para escrever um discurso persuasivo, algo envolvente, algo tão atraente a ponto de prender a atenção das pessoas, porém tudo deveria ser em inglês; como foi gostosa essa tarde, ficamos 3 horas conversando, falamos de tudo, menos do objetivo inicial da conversa, o texto. Hoje posso cantar essa música e me lembrar de noites sem dormir onde ficamos discutindo teorias, melhor dizendo, fiquei expondo minhas teorias e dois queridíssimos amigos ficaram me ouvindo, estavam tão atentos que hoje vivem curiosos para saber se pato ao molho de amoras é tão gostoso quanto disse ser. Tenho prazer em lembrar de amigas, companheiras novas, uma excelente companhia pra ir ao cinema nas noites chuvosas de São Paulo e lembrar de outra tão particular, tão especial que defino como meu pedaço de Japão. Gosto muito de cantar essa música por dois motivos, primeiro pelo já dito, pela alegria vivida graças aos presentes recebido por Deus, sendo eles em forma de amigos e o outro motivo é por que canto muito bem e nossa vida a música ganha uma outra roupagem com a minha voz acompanhando.

Estava a um longo tempo sem escrever, senti falta de escrever, senti falta de me expressar, sabia por que deveria fazer e como deveria fazer, mas não fazia. Agora aliviado após escrever dedico esse texto a algumas pessoas, nunca havia dedicado nada assim, então dedico a algumas pessoas. Ofereço meu atual texto aquela que hoje me manda carta pelo e-mail, a uma que é um anjo em minha vida, e minha chama missionária e todas as pessoas com as quais um dia eu já tive o prazer de fazer troca de pensamentos.